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		<title>Saiu&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Dec 2011 17:38:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexis Peixoto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8230;ou melhor dizendo, caiu na rede o Guided by Voices novo. Não deve ter uma única nota diferente do que você já conhece e aprova, então é ripa na chulipa. Clica aqui e vai. &#124;m&#124;.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=canalhismo.wordpress.com&amp;blog=6521540&amp;post=1506&amp;subd=canalhismo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8230;ou melhor dizendo, caiu na rede o Guided by Voices novo. Não deve ter uma única nota diferente do que você já conhece e aprova, então é ripa na chulipa. <a href="http://otronivelmusic.net/rock-y-heavy-metal-ingles-72/guided-voices-lets-go-eat-1886619/" target="_blank">Clica aqui e vai.</a></p>
<p><strong>|m|.</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/canalhismo.wordpress.com/1506/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/canalhismo.wordpress.com/1506/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/canalhismo.wordpress.com/1506/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/canalhismo.wordpress.com/1506/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/canalhismo.wordpress.com/1506/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/canalhismo.wordpress.com/1506/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/canalhismo.wordpress.com/1506/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/canalhismo.wordpress.com/1506/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/canalhismo.wordpress.com/1506/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/canalhismo.wordpress.com/1506/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/canalhismo.wordpress.com/1506/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/canalhismo.wordpress.com/1506/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/canalhismo.wordpress.com/1506/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/canalhismo.wordpress.com/1506/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=canalhismo.wordpress.com&amp;blog=6521540&amp;post=1506&amp;subd=canalhismo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Vende-se peixe</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Dec 2011 14:45:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexis Peixoto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Canalhismo]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Caravela Cultural]]></category>
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		<category><![CDATA[João do Rio]]></category>
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		<description><![CDATA[Já saiu a coletânea Travessa da Alfândega (com o selo da editora Caravela Cultural) que reúne crônicas, contos e receitas de bolo de um punhado de gente aqui da Província. Meu nome tá lá no meio e só pra contrariar publico aqui minha colaboração, com umas correções discretas em relação à versão do livro. Não [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=canalhismo.wordpress.com&amp;blog=6521540&amp;post=1495&amp;subd=canalhismo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Já saiu a coletânea <em>Travessa da Alfândega</em> (com o selo da editora Caravela Cultural) que reúne crônicas, contos e receitas de bolo de um punhado de gente aqui da Província. Meu nome tá lá no meio e só pra contrariar publico aqui minha colaboração, com umas correções discretas em relação à versão do livro.</p>
<p style="text-align:justify;">Não custa nada aproveitar o espaço e agradecer o convite do editor José Correia Torres Neto para integrar a coleta. Valeu, chapa!</p>
<p style="text-align:center;">***</p>
<h1 style="text-align:center;"><strong>Notas sobre a invasão</strong></h1>
<p style="text-align:justify;" dir="ltr">Foi João do Rio, já nos primeiros anos do século XX, quem notou a fixação do carioca pela janela. Após suas andanças pela Cosmópolis calorenta, escreveu em 1912:</p>
<p style="text-align:justify;" dir="ltr"><em>Pela manhã, ao acordar, o dono da casa, a senhora, os filhos, os criados, os agregados, só têm uma vontade: a janela. Para quê? Nem eles mesmos sabem. Passar de bonde pelas ruas da Cidade Nova desde as sete horas da manhã é ter certeza de ver uma dupla galeria de caras estremunhadas, homens em mangas de camisa ou pijamas, crianças, senhoras.<strong>*</strong></em></p>
<p style="text-align:justify;" dir="ltr">Tomei emprestadas umas linhas do dândi carioca na tentativa de dar dignidade ao meu próprio fantasma mental, clássico espírito zombeteiro, que me acompanha desde os tempos de estudante do colégio das irmãs Dorotéias. Apareceu pela primeira vez num fim de tarde, entre o portão traseiro da escola na rua Felipe Camarão e o ponto de ônibus da Ulisses Caldas: tinha lá meus treze anos quando notei no andar de cima das óticas, farmácias e sapatarias espalhadas ao longo do percurso janelas muito parecidas com as da minha casa.</p>
<p style="text-align:justify;" dir="ltr">Dias depois sofri outro choque quando descobri que as tais janelas abriam-se dentro de pequenos apartamentos nos quais famílias inteiras dormiam e comiam como se estivessem isolados em uma granja ao invés de encravados até o pescoço na fuligem do centro da cidade. Entenda: para o garoto que eu era então, morador de um subúrbio modorrento onde o ponto alto da semana era a passagem do carro do lixo, morar no centro da cidade e ter o privilégio de olhar pela janela e ver algo acontecendo lá fora era o mais próximo de um super poder que a vida real poderia me oferecer. Se eu não podia sair voando pela janela e parar os ônibus com as mãos, pelo menos teria a sensação de morar na rua em que o ônibus passava.</p>
<p style="text-align:justify;" dir="ltr">Preso na minha fantasia, eu não entendia o porquê das pessoas que moravam nos tais apartamentos nunca saírem à janela. Olhando da calçada, às vezes dava para ver o espocar azulado de uma tela de tevê ou ouvir o murmúrio de um som ligado. Eu simplesmente não conseguia entender. Ora, ver tevê ou ouvir rádio no subúrbio ou no centro é essencialmente a mesma coisa não importa o que se assista ou ouça. Já a programação da janela muda consideravelmente de acordo com o domicílio.</p>
<p style="text-align:justify;" dir="ltr">Durante os três anos em que estudei na escola das Dorotéias observei os apartamentos da Ulisses Caldas não vi sequer uma orelha do lado de fora das janelas. Depois de um tempo cansei do joguinho, parei de caminhar olhando para o alto e esqueci o assunto.</p>
<p style="text-align:center;" dir="ltr">***</p>
<p style="text-align:justify;" dir="ltr">Recentemente, fui ao centro e caminhei pela Ulisses Caldas no fim da tarde pela primeira vez em sabe-se lá quantos anos. Quando me dei conta que aquele era o exato horário em que costumava saír do colégio, levantei a vista, procurei as janelas acima das lojas e reencontrei o mistério da minha adolescência, intacto como se não tivesse envelhecido um dia sequer. E aí, uma bigorna caiu na minha cabeça.</p>
<p style="text-align:justify;" dir="ltr">Novamente, invoco João do Rio, que anotou a idéia de escrever “um livro notável sobre a janela na civilização carioca”. Naquele dia eu também decidi escrever um livro, um tratado sobre os apartamentos dos lojistas da Ulisses Caldas e seu lugar no microcosmo social da Província. Em menos de meia hora estava resolvido: escreveria uma reportagem de fôlego, literária e delirante, desvendando os aspectos econômicos e culturais que levaram os comerciantes a morar em cima de suas próprias lojas. Quem eram aquelas pessoas? Como foram morar ali? Gostavam da vizinhança? Como viviam? Que hábitos tinham? – Eis algumas perguntas que esperava responder.</p>
<p style="text-align:justify;" dir="ltr">Durante dias martelei o projeto. Não escrevi uma linha sequer, mas fiz planos, elaborei uma lista de tarefas a serem cumpridas, estipulei prazos. Certa tarde comentei o assunto com um amigo, também ex-aluno das Dorotéias. Ele não pareceu impressionado (“Rende no máximo uma pauta em revista de arquitetura e decoração”, disse), mas deu o empurrão que faltava para o início da reportagem.</p>
<p style="text-align:justify;" dir="ltr">Entre goles de cerveja falou de outro amigo nosso dos tempos de escola cujo pai tinha uma sapataria na esquina da Ulisses Caldas com a Princesa Isabel e morava no primeiro andar da loja. Meu amigo desatou a falar sobre esse nosso conhecido, que se chamava Paulo, e de como o apartamento da sapataria era o nosso esconderijo perfeito para matar aula. Contou que íamos lá pelo menos uma vez por semana, principalmente porque Paulo tinha um videogame de última e seu pai, embora sempre ausente de casa, mantinha a geladeira cheia com todo tipo de iguarias – inclusive cervejas.</p>
<p style="text-align:justify;" dir="ltr">Forcei a memória até onde foi humanamente possível, mas não lembrei do tal Paulo. Para encerrar o assunto, meu amigo disse que telefonaria ao fulano, que ainda morava em cima da sapataria, e marcaria uma entrevista. Dias depois, me ligou e avisou que estava tudo certo para um almoço no domingo seguinte. Surpreendentemente, Paulo não apenas se lembrava de mim como ainda teria dito que seria um prazer rever-me. Fiquei meio desconfiado e já pensava em desistir da entrevista, mas meu amigo prometeu ir junto para ajudar a lembrar dos velhos tempos.</p>
<p style="text-align:justify;" dir="ltr">No dia marcado, parei em frente à velha sapataria e consultei o relógio. Era sete de Setembro e o centro da cidade recendia ao vazio dos feriados dominicais. Olhei para cima: lá estava a janela do apartamento, aberta em duas bandas, com vista panorâmica da Cidade Alta e seu milhão e meio de telhados. Parecia bonita e nova em folha, ainda que o resto do prédio estivesse bem estragado. A parede descascada era esverdeada e morta. Uma língua de lodo descia de uma bica no oitão do prédio. Pela vitrine ensebada da sapataria (fechada há três anos) via-se um emaranhado de caixas reviradas, tênis sem par e um casal de manequins decapitados, meio erguidos do chão. Além da janela do andar de cima, só a portinha lateral que dava acesso ao apartamento parecia intacta e convidativa.</p>
<p style="text-align:justify;" dir="ltr">Esperei meu amigo por meia hora. Telefonei umas três vezes, sem resposta. Na rua não passava ninguém, não se escutava nada, nem um eco dos desfiles militares. Comecei a ficar impaciente, mas tinha vergonha de entrar sozinho. Para todos os efeitos não conhecia esse Paulo, apesar dele afirmar se lembrar de mim tão bem ao ponto de ter saudade. Tinha medo de entrar numa situação constrangedora e quanto mais eu imaginava o que poderia acontecer, menos plausível parecia a história. Depois de outra meia hora, minha paciência finalmente acabou e meti o dedo no botão do interfone.</p>
<p style="text-align:justify;" dir="ltr">Do aparelhinho respondeu uma voz encharcada de estática:</p>
<p style="text-align:justify;" dir="ltr">- Ôpa&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;" dir="ltr">Me identifiquei, falei do livro, invoquei o amigo ausente. Seguiram-se longos segundos de silêncio antes que a porta abrisse com um estalo elétrico.</p>
<p style="text-align:justify;" dir="ltr">No vestíbulo, dei de cara com uma escadinha encardida e estreita, cujo final eu não conseguia ver. Havia algo estranho. Sentia ter estado ali antes, mas não lembrava quando nem o porquê. Rememorei as histórias que meu amigo contou, tardes inteiras na frente da tevê, bebendo e jogando videogame, falando sobre garotas e música. Ótimas lembranças, mas não me vi participando de nenhuma delas. Nunca gostei de videogame e só provei minha primeira cerveja depois dos dezesseis.</p>
<p style="text-align:justify;" dir="ltr">No fim da escada, parei e olhei em volta. Estava em uma sala desarrumada, quase nua. Havia um sofá velho no canto esquerdo, quase embaixo da janela. Perto de umas caixas, uma mesinha de centro com um cinzeiro cheio até a borda e umas revistas espalhadas em cima. Na parede em frente à escada, um relógio marcava a hora errada. Logo abaixo, uma caixa de areia e duas vasilhas: uma com água, outra com ração, cheia de formigas.</p>
<p style="text-align:justify;" dir="ltr">- E aí. Quanto tempo, hein? Fica a vontade.</p>
<p style="text-align:justify;" dir="ltr">Era a mesma voz do interfone, menos metálica, mas ainda sem corpo. Calculei que vinha do cômodo ao lado, que parecia ser a cozinha. Olhei para dentro. Só vi uma mesa de jantar coberta com uma toalha xadrez e uma garrafa de café em cima.</p>
<p style="text-align:justify;" dir="ltr">- Tá a fim de uma água, um cafezinho, cerveja?</p>
<p style="text-align:justify;" dir="ltr">Aceitei a água, pra começar. Tentei parecer à vontade e balbuciei qualquer coisa, mas a voz não respondeu. Fiquei parado, olhando em volta e ouvindo o ranger de uma porta de geladeira sendo aberta, seguido de copo um copo se enchendo lentamente. Tirei meu bloquinho do bolso e comecei a fazer anotações.</p>
<p style="text-align:justify;" dir="ltr">- Entraí.</p>
<p style="text-align:justify;" dir="ltr">Entrei na cozinha esperando dar de cara com o dono da voz, mas só um copo d’água em cima da pia me esperava. Uma sensação estranha e quente atingiu meu estômago. Estanquei. Acreditei ter caído nas páginas de um romance gótico e antecipei o ataque sorrateiro de um personagem pálido, chamado Johann ou Solfieri, que me sugaria todo o sangue de uma golada só. Ouvi a sola de borracha do vampiro deslizar em minha direção, o farfalhar da capa abrir espaço para os braços erguidos, as garras apontadas para baixo. Mas eis que pouco antes do clímax, novamente a voz me despertou do transe. Agora emanava de um cômodo à esquerda.</p>
<p style="text-align:justify;" dir="ltr">- Só um minutinho que eu saio já. Fica a vontade aí.</p>
<p style="text-align:justify;" dir="ltr">Voltei para a sala e esperei. Tomei mais algumas notas. Me imaginei anos antes, sentado naquele mesmo sofá, conversando com os caras lá da escola. O sol entrava pela janela. O clima era agradável. Meus pés muito bem acomodados naquela mesa de centro, senti o toque de uma cerveja gelada na mão. Estirado no carpete, o gato ainda era um filhote. Agora já devia estar gordo, talvez cego e xexelento.</p>
<p style="text-align:justify;" dir="ltr">Mas naquela sala, não havia tevê. E muito menos aparelho de som ou estante de livros. As revistas na mesa de centro eram de pelo menos oito anos antes. Bebi o resto da água e ergui o copo, para ver meu reflexo. Distorcida, minha cara parecia ainda mais aparvalhada.</p>
<p style="text-align:justify;" dir="ltr">Comecei a sentir a apreensão própria das imaginações férteis, do tipo que fabrica sons, cheiros e visões grotescas. Parado no meio da sala em posição de alerta, me transmutei em um cão perdigueiro à espera da raposa que passaria correndo pela porta a qualquer instante. Lá de dentro, ouvi um som de algo grande sendo aspirado, depois expelido com violência. Um clique surdo, o agitar de uma lâmina nua contra o ar, depois o silêncio pesado e espesso. Uma bolinha de poeira atravessou a sala, flutuou por cima dos meus sapatos, entrou pela porta da cozinha e desapareceu.</p>
<p style="text-align:justify;" dir="ltr">Soltei o copo e desci correndo as escadas. Por sorte, a tranca era dessas que abrem por dentro sem chave e bastou um puxão para eu voltar à rua. Enquanto fugia, desabalado e sem olhar para trás, decidi encerrar o livro antes mesmo de começar a escrevê-lo. Continuei correndo em direção às cornetas militares que surgiam no horizonte, me sentindo patriótico feito o diabo.</p>
<p style="text-align:justify;">___________________________________________________</p>
<p>*<em> RIO, João do. O Dias Passam. Porto: Chardron, 1912. p. 345.</em></p>
<p><strong>|m|.</strong></p>
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		<title>mix tape horror show # 1</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Dec 2011 18:25:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexis Peixoto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eis aqui, estatelada nas linhas abaixo, a primeira mix tape compilada por este blog para degustação gratuita e desmesurada dos convivas. O repertório do primeiro volume da série mix tape horror show traz algumas das minhas faixas favoritas desse 2011 que se extingue logo mais, graciosamente se equilibrando entre o obscuro e o populacho. Esbalde-se: [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=canalhismo.wordpress.com&amp;blog=6521540&amp;post=1481&amp;subd=canalhismo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Eis aqui, estatelada nas linhas abaixo, a primeira mix tape compilada por este blog para degustação gratuita e desmesurada dos convivas.</p>
<p style="text-align:justify;">O repertório do primeiro volume da série mix tape horror show traz algumas das minhas faixas favoritas desse 2011 que se extingue logo mais, graciosamente se equilibrando entre o obscuro e o populacho.</p>
<p>Esbalde-se:</p>
<p><a href="http://canalhismo.files.wordpress.com/2011/12/capa1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1482" title="Canalhismo Fantástico mix tape horror show  #1" src="http://canalhismo.files.wordpress.com/2011/12/capa1.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p>1 &#8211; Babe Florida &#8211; &#8220;Gigante Vermelha&#8221;  2 &#8211; Thee Oh Sees &#8211; &#8220;Blood on the Deck&#8221; 3 &#8211; Albino Father &#8211; &#8220;Runnin&#8217; Out&#8221; 4 &#8211; Wavves &#8211; &#8220;Bug&#8221; 5 &#8211; Rozwell Kid &#8211; &#8220;New Mexico&#8221; 6 &#8211; Lê Almeida &#8211; &#8220;Amigo Comprimido&#8221; 7 &#8211; Ty Segall &#8211; &#8220;You Make the Sun Fry&#8221; 8 &#8211; Stephen Malkmus &amp; The Jicks &#8211; &#8220;Tune Grief&#8221; 9 &#8211; The Black Keys &#8211; &#8220;Hell of a Season&#8221; 10 &#8211; Arthur &#8211; &#8220;Lixo Espacial&#8221;</p>
<p><a title="Canlhismo Fantástico mix tape horror show # 1" href="http://www.mediafire.com/?07wv3hwct3kwkvo">download</a></p>
<p><strong>|m|.</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/canalhismo.wordpress.com/1481/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/canalhismo.wordpress.com/1481/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/canalhismo.wordpress.com/1481/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/canalhismo.wordpress.com/1481/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/canalhismo.wordpress.com/1481/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/canalhismo.wordpress.com/1481/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/canalhismo.wordpress.com/1481/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/canalhismo.wordpress.com/1481/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/canalhismo.wordpress.com/1481/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/canalhismo.wordpress.com/1481/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/canalhismo.wordpress.com/1481/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/canalhismo.wordpress.com/1481/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/canalhismo.wordpress.com/1481/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/canalhismo.wordpress.com/1481/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=canalhismo.wordpress.com&amp;blog=6521540&amp;post=1481&amp;subd=canalhismo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Canalhismo Fantástico mix tape horror show  #1</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Compêndio Universal do Miolo de Quartinha &#8211; Tomo II, Cáp. CLVIII: Da pujança literária nos anúncios de detetives</title>
		<link>http://canalhismo.wordpress.com/2011/11/02/compendio-universal-do-miolo-de-quartinha-tomo-ii-cap-clviii-da-pujanca-literaria-nos-anuncios-de-detetives/</link>
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		<pubDate>Wed, 02 Nov 2011 15:06:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexis Peixoto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Canalhismo]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[compendio universal]]></category>
		<category><![CDATA[Dashiell Hammett]]></category>
		<category><![CDATA[detetives]]></category>
		<category><![CDATA[hard boiled]]></category>
		<category><![CDATA[James Ellroy]]></category>
		<category><![CDATA[miolo de quartinha]]></category>

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		<description><![CDATA[Passar por qualquer rua ou avenida principal da Província, seja no sentido de ida ou de vinda, é dar de cara com um sem número de anúncios de detetives particulares colados nos muros, postes, ônibus ou pedestres mais distraídos. Verdadeiros Dashiell Hammetts dos trópicos, os redatores desses anúncios são mestres da concisão textual. Duas, três [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=canalhismo.wordpress.com&amp;blog=6521540&amp;post=1449&amp;subd=canalhismo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Passar por qualquer rua ou avenida principal da Província, seja no sentido de ida ou de vinda, é dar de cara com um sem número de anúncios de detetives particulares colados nos muros, postes, ônibus ou pedestres mais distraídos. Verdadeiros Dashiell Hammetts dos trópicos, os redatores desses anúncios são mestres da concisão textual. Duas, três palavras no máximo mais o número do telefone dão conta do recado:</p>
<p style="text-align:center;"><strong>DETETIVE &#8211; SIGILO TOTAL </strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong>(84) XXXX &#8211; XXXXX</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Não é regra, é claro, mas há de se convir que o formato não dá margem à experimentalismos. Mas sempre haverá vanguardistas. Certa feita, vi um cartaz que, em nome da transgressão da arte, ousava bater de frente com o sistema capitalista.</p>
<p style="text-align:center;"><strong>DETETIVE &#8211; SOU DISCRETO</strong></p>
<p style="text-align:justify;">O leitor atento notará a ausência de telefone de contato no cartaz transcrito acima. Eis aqui um verdadeiro mártir, disposto a jogar fora qualquer oportunidade de trabalho para garantir a sobrevivência de sua literatura, enquanto acena para  tempos mais simples, quando a comunicação entre os indivíduos não dependia de aparelhos eletrônicos. Um James Ellroy dos menos favorecidos, lapidando a  frase perfeita isolado no calor do seu escritório atulhado de papéis e contas atrasadas.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>|m|.</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/canalhismo.wordpress.com/1449/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/canalhismo.wordpress.com/1449/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/canalhismo.wordpress.com/1449/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/canalhismo.wordpress.com/1449/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/canalhismo.wordpress.com/1449/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/canalhismo.wordpress.com/1449/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/canalhismo.wordpress.com/1449/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/canalhismo.wordpress.com/1449/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/canalhismo.wordpress.com/1449/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/canalhismo.wordpress.com/1449/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/canalhismo.wordpress.com/1449/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/canalhismo.wordpress.com/1449/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/canalhismo.wordpress.com/1449/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/canalhismo.wordpress.com/1449/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=canalhismo.wordpress.com&amp;blog=6521540&amp;post=1449&amp;subd=canalhismo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>A propósito, digníssimo</title>
		<link>http://canalhismo.wordpress.com/2011/10/16/a-proposito-dignissimo/</link>
		<comments>http://canalhismo.wordpress.com/2011/10/16/a-proposito-dignissimo/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 16 Oct 2011 19:10:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexis Peixoto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Canalhismo]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Festival DoSol]]></category>
		<category><![CDATA[Fliq Natal]]></category>
		<category><![CDATA[O Inimigo]]></category>
		<category><![CDATA[the walkmen]]></category>

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		<description><![CDATA[Pra não perder o domingão, uma saraivada de dois informes rápidos. 1) Começando a maratona de matérias relacionadas ao Festival DoSol &#8216; 11, O Inimigo já soltou um cara-crachá com as atrações dos dois dias da programação principal da festa. Tira um tempo aí e vai ler aqui e depois aqui. 2) Começa amanhã no [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=canalhismo.wordpress.com&amp;blog=6521540&amp;post=1440&amp;subd=canalhismo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Pra não perder o domingão, uma saraivada de dois informes rápidos.</p>
<p style="text-align:justify;">1) Começando a maratona de matérias relacionadas ao Festival DoSol &#8216; 11, O Inimigo já soltou um cara-crachá com as atrações dos dois dias da programação principal da festa. Tira um tempo aí e vai ler <a href="http://www.oinimigo.com/blog/2011/10/15/festival-dosol-2011-quem-e-quem-sabado/" target="_blank">aqui </a>e depois<a href="http://www.oinimigo.com/blog/2011/10/16/festival-dosol-2011-quem-e-quem-domingo/" target="_blank"> aqui.</a></p>
<p style="text-align:justify;">2) Começa amanhã no campus da UFRN a Feira de Livros e Quadrinhos de Natal. A programação é extensa e tem um porrilhão de coisas pra ver, mas principalmente é uma boa oportunidade pra gastar grana com livros legais e acertar conchavos para a cerveja mais próxima. O <a href="http://www.fliqnatal.com.br" target="_blank">site deles</a> é feinho, mas tem tudo.</p>
<p>Não digam que não avisei, portanto.</p>
<p>E pra segurar a onda até o próximo post, um quitute. Toma aê:</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://canalhismo.wordpress.com/2011/10/16/a-proposito-dignissimo/"><img src="http://img.youtube.com/vi/7xnsg3b6rLk/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p><strong>|m|.</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/canalhismo.wordpress.com/1440/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/canalhismo.wordpress.com/1440/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/canalhismo.wordpress.com/1440/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/canalhismo.wordpress.com/1440/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/canalhismo.wordpress.com/1440/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/canalhismo.wordpress.com/1440/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/canalhismo.wordpress.com/1440/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/canalhismo.wordpress.com/1440/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/canalhismo.wordpress.com/1440/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/canalhismo.wordpress.com/1440/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/canalhismo.wordpress.com/1440/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/canalhismo.wordpress.com/1440/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/canalhismo.wordpress.com/1440/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/canalhismo.wordpress.com/1440/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=canalhismo.wordpress.com&amp;blog=6521540&amp;post=1440&amp;subd=canalhismo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>O mundo assombrado pelos demônios</title>
		<link>http://canalhismo.wordpress.com/2011/10/08/o-mundo-assombrado-pelos-demonios/</link>
		<comments>http://canalhismo.wordpress.com/2011/10/08/o-mundo-assombrado-pelos-demonios/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 08 Oct 2011 14:58:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexis Peixoto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Garth Ennis]]></category>
		<category><![CDATA[hellblazer]]></category>
		<category><![CDATA[Jamie Delano]]></category>
		<category><![CDATA[John Constantine]]></category>
		<category><![CDATA[Steve Dillon]]></category>
		<category><![CDATA[vertigo]]></category>

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		<description><![CDATA[Lembro a primeira vez que pus as mãos e os olhos numa história de John Constantine. Priscas eras do selo Vertigo no Brasil, via editora Abril: eu na calçada de casa, folheando para um amigo o primeiro número da revista enquanto dava uma geral na história. Terminada a explicação passo a revista para as mãos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=canalhismo.wordpress.com&amp;blog=6521540&amp;post=1408&amp;subd=canalhismo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Lembro a primeira vez que pus as mãos e os olhos numa história de John Constantine. Priscas eras do selo Vertigo no Brasil, via editora Abril: eu na calçada de casa, folheando para um amigo o primeiro número da revista enquanto dava uma geral na história. Terminada a explicação passo a revista para as mãos do sujeito &#8211; uns três anos mais velho que eu e fã ardoroso de metal, diga-se &#8211; que sequer esboçou vontade de abri-la. Pergunta então, meio assombrado: &#8220;Mas, as histórias são tipo&#8230; satânicas?&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">Bons tempos aqueles.</p>
<p style="text-align:justify;">(Não quero apontar o dedo pra ninguém, mas uns tempos depois esse sujeito, cujo nome me acho no direito de omitir, me vendeu toda a sua coleção de quadrinhos e vinis pelo preço da mesada e investiu tudo em enciclopédias sobre civilizações antigas. Da última vez que o vi estava na fila do cinema pra ver<a href="http://www.youtube.com/watch?v=oHQp8iLlJdc" target="_blank"> Desbravadores</a>)</p>
<p style="text-align:center;">***</p>
<p style="text-align:justify;">As histórias que a Abril começou a publicar no fim dos 90&#8242;s eram da fase de<strong> Garth Ennis</strong> à frente de Hellblazer. Tenho lá minhas ressalvas com a fase de Ennis (mais tiro na cara do que desenvolvimento que personagem), mas em geral foi da caneta dele que saíram alguns dos clássicos do compêndio de Constantine. Vide <em>Hábitos Perigoso</em>s, <em>Medo e Repugnância</em> e outros.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas aí a Panini vem e põe nas bancas <a href="http://web.hotsitepanini.com.br/vertigo/hellblazer-origens-vol-1/" target="_blank">Hellblazer: Origens</a>, primeiro encadernado de uma série que pretende desovar toda a fase inicial do personagem escrita por<strong> Jamie Delano</strong>. Uma lida nas três primeiras histórias dá certeza a quem duvida: Delano está anos luz à frente de Ennis como escritor.</p>
<div id="attachment_1417" class="wp-caption aligncenter" style="width: 234px"><a href="http://canalhismo.files.wordpress.com/2011/10/15-hellblazer.jpg"><img class=" wp-image-1417   " title="15.-Hellblazer" src="http://canalhismo.files.wordpress.com/2011/10/15-hellblazer.jpg?w=224&#038;h=344" alt="" width="224" height="344" /></a><p class="wp-caption-text">Quer passar um pano no bagulho?</p></div>
<p style="text-align:justify;">Poderia, mas não vou entrar no mérito de que foi ele, Delano, quem definiu boa parte da mitologia de Constantine nos seis primeiros números da série (não sei se ele descansou no sétimo, mas se o fez tinha lá seu direito). Também vou deixar passar que o ilustrador da primeira fase tenha sido <strong>John Ridgway</strong> que dá facil um pau em todos os medíocres que Ennis teve que aturar em seus anos de carteira assinada como roteirista de Hellblazer (e incluio aí o <strong>Steve Dillon</strong>, que tem suas qualidades e já fez muita coisa boa, mas sempre será um desenhista de um rosto-só).</p>
<p style="text-align:justify;">Delano é superior a Ennis porque sabe que toda boa história de horror que se preze tem que ter um pé muito bem fincado na realidade. Não que Ennis ignorasse isso: a já citada <em>Hábitos Perigosos</em> parte de uma premissa real até demais (e câncer de pulmão não é lá um tema muito explorado nos quadrinhos). Sem falar de outras histórias onde abordou temas como racismo, fanatismo religioso, drogas e outras mazelas da sociedade.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas Ennis é espalhafatoso. Frequentemente usa o método de escrita dos Trapalhões: se a piada fica elaborada demais, acaba em confusão que tá tudo certo. Delano é mais sutil, tem um texto mais literário. E ao contrário de Ennis, que usava uma situação plausível como desculpa para enfiar o pé na jaca de demônios, feitiços e o escambau, Delano maneja a situação de modo que nunca se perca de vista a realidade, não importa quão bizarro  o  enredo fique.</p>
<p style="text-align:justify;">Um exemplo perfeito disso está em &#8220;Correndo Atrás&#8221;, incluída no volume da Panini. Eis o <em>plot</em>, em linhas gerais: demônios yuppies surfam na alta cotação de almas britânicas,às vésperas da reeleição iminente do partido conservador e de Margareth Tatcher. Obra-prima, porra.</p>
<p style="text-align:justify;">Ao longo do volume, ainda se verão skinheads, seitas religiosas televisivas, veteranos do Vietnã atormentados e por aí vai. Tudo o que Delano podia ver da janela de casa, nas ruas da Londres da virada dos 80&#8242;s para os 90&#8242;s. Ennis, por outro lado, escrevia num universo paralelo onde afora Constantine, o resto das pessoas parecia não importar muito. Por isso mesmo, não via problema algum em destruí-lo e reconstruí-lo no número seguinte. Pirotecnia pura na minha opinião.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>|m|.</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/canalhismo.wordpress.com/1408/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/canalhismo.wordpress.com/1408/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/canalhismo.wordpress.com/1408/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/canalhismo.wordpress.com/1408/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/canalhismo.wordpress.com/1408/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/canalhismo.wordpress.com/1408/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/canalhismo.wordpress.com/1408/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/canalhismo.wordpress.com/1408/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/canalhismo.wordpress.com/1408/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/canalhismo.wordpress.com/1408/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/canalhismo.wordpress.com/1408/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/canalhismo.wordpress.com/1408/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/canalhismo.wordpress.com/1408/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/canalhismo.wordpress.com/1408/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=canalhismo.wordpress.com&amp;blog=6521540&amp;post=1408&amp;subd=canalhismo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">alexispeixoto</media:title>
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		<media:content url="http://canalhismo.files.wordpress.com/2011/10/15-hellblazer.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">15.-Hellblazer</media:title>
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		<title>01 obsessão</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Oct 2011 14:00:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexis Peixoto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Bankrobber]]></category>
		<category><![CDATA[Black Market Clash]]></category>
		<category><![CDATA[Clash]]></category>
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		<description><![CDATA[Quem não gosta de Clash boa gente não deve ser. &#124;m&#124;.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=canalhismo.wordpress.com&amp;blog=6521540&amp;post=1411&amp;subd=canalhismo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem não gosta de Clash boa gente não deve ser.</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://canalhismo.wordpress.com/2011/10/08/01-obsessao/"><img src="http://img.youtube.com/vi/ttJBdr6eBuo/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p><strong>|m|.</strong></p>
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		<title>Porque sim</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Sep 2011 19:21:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexis Peixoto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[arzach]]></category>
		<category><![CDATA[moebius]]></category>

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<p>&nbsp;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/canalhismo.wordpress.com/1308/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/canalhismo.wordpress.com/1308/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/canalhismo.wordpress.com/1308/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/canalhismo.wordpress.com/1308/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/canalhismo.wordpress.com/1308/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/canalhismo.wordpress.com/1308/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/canalhismo.wordpress.com/1308/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/canalhismo.wordpress.com/1308/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/canalhismo.wordpress.com/1308/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/canalhismo.wordpress.com/1308/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/canalhismo.wordpress.com/1308/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/canalhismo.wordpress.com/1308/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/canalhismo.wordpress.com/1308/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/canalhismo.wordpress.com/1308/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=canalhismo.wordpress.com&amp;blog=6521540&amp;post=1308&amp;subd=canalhismo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Moebius - Arzak4</media:title>
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		<title>Compêndio Universal do Miolo de Quartinha &#8211; Tomo XXIV: Cáp. III: Da patente militar nos quadrinhos e na cultura pop</title>
		<link>http://canalhismo.wordpress.com/2011/08/25/compendio-universal-do-miolo-de-quartinha-tomo-xxiv-cap-iii-da-patente-militar-nos-quadrinhos-e-na-cultura-pop/</link>
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		<pubDate>Thu, 25 Aug 2011 11:43:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexis Peixoto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Canalhismo]]></category>
		<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Capitão America]]></category>
		<category><![CDATA[Capitão Caverna]]></category>
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		<category><![CDATA[compendio universal]]></category>
		<category><![CDATA[Dia do Soldado]]></category>
		<category><![CDATA[miolo de quartinha]]></category>
		<category><![CDATA[Nick Fury]]></category>
		<category><![CDATA[Sargento Rock]]></category>

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		<description><![CDATA[O universo dos quadrinhos &#38; da cultura pop abunda e desbunda de personagens que, mesmo não vestindo o fardão e dispensando o corte à escovinha, gozam dos privilégios de uma patente militar. Até aí, nada de tão extraordinário (longe de mim investir contra os milicos justo no Dia do Soldado). O que chama atenção e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=canalhismo.wordpress.com&amp;blog=6521540&amp;post=1386&amp;subd=canalhismo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">O universo dos quadrinhos &amp; da cultura pop abunda e desbunda de personagens que, mesmo não vestindo o fardão e dispensando o corte à escovinha, gozam dos privilégios de uma patente militar.</p>
<p style="text-align:justify;">Até aí, nada de tão extraordinário (longe de mim investir contra os milicos justo no Dia do Soldado). O que chama atenção e desperta a desconfiança é que este seleto corpo militar parece ser composto quase em sua totalidade só de oficiais e &#8211; pior &#8211; todos da mesma patente.</p>
<p style="text-align:justify;">Do Caverna ao Planeta, do América ao Marvel (o da <a href="http://t0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcR8R89GaM3Ysho5fnrtsZfVusXwYeGnFY0V8c-DTHhJRyUL1r25TA" target="_blank">Marvel</a> e o da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Captain_Marvel_(DC_Comics)" target="_blank">DC</a>), só tem Capitão. E todos tratados com regalias de generais!</p>
<p style="text-align:justify;">Há, claro, o Recruta Zero e o Sargento Tainha. Outrora do primeiro escalão, hoje tocam uma carreira mais discreta. Só dão as caras em jornais de baixa circulação e levam uma vida mansa até para os padrões das patentes mais baixas.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas tem também o Sargento Rock. Grande criatura, acumula mais deveres do que as (poucas) estrelas em seu jaquetão sem mangas é capaz de suportar, ao carregar nas costas a Companhia da Moleza numa Segunda Guerra Mundial que já dura, por baixo, uns sessenta anos.</p>
<p style="text-align:justify;">Nick Fury até onde eu sei é Coronel, mas ninguém o trata pela patente. Vem daí  seu mau humor crônico que o leva a fumar uma caixa e meia de charutos por dia &#8211; isso há mais de quarenta anos, sem sequelas aparentes.</p>
<p style="text-align:justify;">Mais azar teve o Capitão Marvel [da Marvel], que morreu de intoxicação alimentar após comer um bauru de rodoviária da Zona Negativa. Foi enterrado com todas as honras em Arlington IX, na periferia de Vênus.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>|m|.</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/canalhismo.wordpress.com/1386/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/canalhismo.wordpress.com/1386/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/canalhismo.wordpress.com/1386/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/canalhismo.wordpress.com/1386/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/canalhismo.wordpress.com/1386/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/canalhismo.wordpress.com/1386/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/canalhismo.wordpress.com/1386/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/canalhismo.wordpress.com/1386/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/canalhismo.wordpress.com/1386/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/canalhismo.wordpress.com/1386/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/canalhismo.wordpress.com/1386/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/canalhismo.wordpress.com/1386/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/canalhismo.wordpress.com/1386/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/canalhismo.wordpress.com/1386/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=canalhismo.wordpress.com&amp;blog=6521540&amp;post=1386&amp;subd=canalhismo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Super 8 ou Mais um de amor</title>
		<link>http://canalhismo.wordpress.com/2011/08/18/super-8-ou-mais-um-de-amor/</link>
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		<pubDate>Thu, 18 Aug 2011 14:25:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexis Peixoto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[j.j. abrams]]></category>
		<category><![CDATA[spielberg]]></category>
		<category><![CDATA[Super 8]]></category>

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		<description><![CDATA[(Se você ainda não levantou do sofá pra assistir Super 8, sugiro que o faça agora ao invés de ler isso. PODE CONTER SPOILERS) Então: SUPER 8. Na sequência, minhas impressões sobre. Por mais que queiram te empurrar na direção contrária desse filme, sob o pretexto de que Super 8 é &#8220;mais um blockbuster de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=canalhismo.wordpress.com&amp;blog=6521540&amp;post=1370&amp;subd=canalhismo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">(Se você ainda não levantou do sofá pra assistir Super 8, sugiro que o faça agora ao invés de ler isso. PODE CONTER SPOILERS)</p>
<p style="text-align:justify;">Então: SUPER 8. Na sequência, minhas impressões sobre.</p>
<p style="text-align:justify;">Por mais que queiram te empurrar na direção contrária desse filme, sob o pretexto de que Super 8 é &#8220;mais um blockbuster de Hollywood&#8221;, abra o olho. Eles estão certos, não se enganem. Mas é justo aí que está toda a lindeza do filme de J.J. Abrams &#8211; com uma ajudinha do mano Spielberg.</p>
<p style="text-align:justify;">Quem realmente gosta de cinema sabe que o cinema de gênero, seja ele qual for, é uma coisa preciosa demais, da qual se exige todo o respeito. Quem gosta de westerns sabe exatamente o que esperar de um bom western, mesmo que já tenha visto os mesmos artifícios de câmera ou plot em centos outros filmes do gênero. Enquanto forem bem utilizadas, as ferramentas disponíveis podem ser gastas até a exaustão que nenhum fã do gênero terá a petulância de reclamar.</p>
<p style="text-align:justify;">No que diz respeito ao cinema de aventura a regra é  usar um plot decente, ancorado &#8211; mas não dependente &#8211; em condições técnicas dignas  para contar uma história que, no fundo, é um conto terno, típico de cidade pequena e de aspirações humanas. Super 8 é isso: um filmão de aventura/sci-fi hardcore, com todos os clichês do gênero funcionando maravilhosamente bem.</p>
<div id="attachment_1376" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://canalhismo.files.wordpress.com/2011/08/super-8-movie-photo-02.jpg"><img class="size-full wp-image-1376 " title="super-8-movie-photo-02" src="http://canalhismo.files.wordpress.com/2011/08/super-8-movie-photo-02.jpg?w=500&#038;h=332" alt="" width="500" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">Grandes figuras humanas, esses caras.</p></div>
<p style="text-align:justify;">Aqui, temos a típica história da catástrofe que se abate sobre a cidade pequena, colocando em xeque todo o padrão estebelecido. O estofo humano do enredo é simples e claro: todos os personagens principais, do órfão ao alienígena, desejam ardentemente atingir um objetivo, não raro indo contra a ordem natural das coisas para atingí-lo. Pode ser perdão, amor paterno, fazer um filme com os amigos ou voltar para o seu planeta natal. O que todos têm em comum é aquele comichão interno, que serve de mola propulsora quando tudo o mais começa a dar errado.</p>
<p style="text-align:justify;">O perigo que se corre ao adentrar nesse caminho é fazer um filme frankenstein do tipo-bate-e-assopra, mas Abrams sabiamente segura a onda. Em pé de igualdade com os momentos mais tensos, existem grandes cenas no melhor estilo maré de emoções, daquelas de cortar o coração de quem ainda é capaz de sentir empatia por personagens de filmes. (Três em particular são dignas de nota: o ensaio de Alice como zumbi, o papo de mano pra mano entre Joe e Charlie enquanto assistem o material filmado no dia do acidente; o diálogo rápido entre Joe e Alice na caverna do alien. Se você não se arrepiar com isso, desista). E a regra é clara: quanto mais convincente os momentos de ternura, mais você torce &amp; se contorce na cadeira esperando pelo bem estar de todos.</p>
<p style="text-align:justify;">Sim, Super 8 é um tributo escancarado ao Spielberg da fase boa, como 10 entre 10 resenhas fazem questão de apontar, mas também é uma declaração de princípios ( e de amor) sobre a própria arte de fazer cinema. Esse aspecto é óbvio e evidente na persona do gordinho Charles, alter-ego de Abrams no filme. A maneira como o sr. Lost reproduz em formato macro no filme grande as aspirações e ideias rascunhadas no filme-dentro-do-filme feito pelos meninos é de fazer correr lágrimas naqueles que tiveram infância similar. Abrams maneja com uma mão nas costas todas as boas convenções do gênero, inclusive gentilmente oferecendo nos primeiros vinte minutos a melhor cena de explosão já vista na tela grande desde, digamos, Velocidade Máxima &#8211; mas sem perder a ternura, jamais.</p>
<p style="text-align:justify;">Trocando em miúdos, Super 8 é sim mais um filme de Hollywood, cheio de explosões, alienígenas e mortes sanguinolentas. Mas, no fundo a gente sabe que é só mais um de amor.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>P.S.:</strong> Me furto a comentar o óbvio e ululante desempenho sensacional do elenco sub-16, sobretudo de <a href="http://www.imdb.com/name/nm1102577/" target="_blank">Elle Fanning</a> &#8211; que já está para Dakota Fanning como Casey Affleck está para Ben. Olho nela. Os demais também impressionam e terão seus nomes anotados: <a href="http://www.imdb.com/name/nm1525807/" target="_blank">Joel Courtney</a>, <a href="http://www.imdb.com/name/nm4087524/" target="_blank">Riley Griffiths</a>, <a href="http://www.imdb.com/name/nm2619114/" target="_blank">Ryan Lee</a>, <a href="http://www.imdb.com/name/nm2773059/" target="_blank">Gabriel Basso</a> e<a href="http://www.imdb.com/name/nm1517875/" target="_blank"> Zach Mills</a>: torço sinceramente para vê-los em bons filmes futuros antes de figurarem na famigerada foto de &#8220;Super 8 &#8211; 25 anos depois&#8221; da Vanity Fair.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>P.P.S.:</strong> Sim, esse é um novo Clássico, com &#8220;C&#8221; maiúsculo.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>P.P.P.S:</strong> Fuck Cloverfield.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>|m|.</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/canalhismo.wordpress.com/1370/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/canalhismo.wordpress.com/1370/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/canalhismo.wordpress.com/1370/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/canalhismo.wordpress.com/1370/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/canalhismo.wordpress.com/1370/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/canalhismo.wordpress.com/1370/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/canalhismo.wordpress.com/1370/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/canalhismo.wordpress.com/1370/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/canalhismo.wordpress.com/1370/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/canalhismo.wordpress.com/1370/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/canalhismo.wordpress.com/1370/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/canalhismo.wordpress.com/1370/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/canalhismo.wordpress.com/1370/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/canalhismo.wordpress.com/1370/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=canalhismo.wordpress.com&amp;blog=6521540&amp;post=1370&amp;subd=canalhismo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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