Não baste ser um gênio, tem que ter sair bem na capa, porra. As que seguem e outras mais podem ser vistas aqui.
Junkie:
Não baste ser um gênio, tem que ter sair bem na capa, porra. As que seguem e outras mais podem ser vistas aqui.
Junkie:
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Sim, é verdade, Salinger se foi.
E não faz muito tempo, lembro de ter conversado com o flagelo da vizinhança Tiago Lopes – ali, num barzinho aqui na minha rua, muito bem frequentado pelos seres locais – sobre se esse seria ou não o ano em que perderíamos a companhia (ainda que abstrata) do MESTRE. Tiago, fatalista que só ele, bateu o martelo e disse que o velho Jerry não escapava. Eu ainda torci por mais um ano e aproveitei para pedir um espeto de coração.
No fim das contas, ganhou o pensamento de Bebê de Rosemary. Aos 91 do trigésimo quinto tempo, Salinger desencarna e de pronto autoriza uma penca de reedições super oportunas de seus livros. Por uma dessas coincidências macabras, na semana do óbito eu havia pego o Apanhador para reler, estimulado pela empolgação da amiga Sheyla que recém descobrira o livro – e estava curtindo isso pacas.
É triste e estrenho ver o último dos meus escritores favoritos morrer e eu poderia preencher todo um post sobre a minha longa história afetiva com Salinger – a descoberta do Apanhador e o chute no saco que isso foi do alto dos meus 15; o dia em que achei um exemplar de Nove Estórias por 5 pilas num sebo do centro, e por aí vai – mas prefiro não fazê-lo. Chega de homenagens. Um parágrafo de silêncio é o bastante.
E que a tal gaveta que o homem alimentou nos últimos 30 seja finalmente aberta e publicada – com as capas massa e lindamente discretas de sempre.
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Bizarro, mas ainda assim divertido. E besta.
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Coisas aleatórias que você pensa pouco antes de se dar conta que são três da tarde e seu almoço foi um copo de água mineral e três cigarros filados.
1) …E para entrar o ano de sola na pirataria, uma dica bacana catada dos confins do orkut. Um ser não identificado (por mim), que edita o blog Sebo Digital anda colocando para download gratuito exemplares da finada e saudosa Isaac Asimov Magazine. É tudo em pdf e se você tiver paciência dá para ler na tela que é uma beleza. É só ir aqui. Aos que não habitavam esse plano de existência nos idos de 90 e tantos, um adendo: a Isaac Asimov Magazine era uma revistinha de ficção científica publicada pela editora Record. Versão da publicação americana de mesmo nome, durou 24 números entre 1990 e 92, com textos de autores gringos e brasileños. Coisa fina para mentes tortas.
2) No ramo das tortices do espaço sideral, recomendo aos silvícolas, humanoídes e aborígenes em geral, a leitura de Mockingbird, de Walter Tevis. Praticamente ignorado no Brasil, o sujeito é mais conhecido por ter “obrado” o romance O Homem Que Caiu na Terra, que deu origem ao filme homônimo com David Bowie no papel título. Em portugês, teve boa parte de seus livros publicado pela editora Caminhos, de Portugal. Mockingbird (bizonhamente traduzido para a língua pátria como “Ave-do-Arremedo”) é uma novela distópica das boas, com ecos de Bradbury e Huxley, mas sem deixar de ser original. Por volta do século XXV, a população mundial parou de crescer, os humanos perderam o hábito da leitura e da escrita e passam os dias entupidos de drogas. O mundo é governado por automatos tão tapados quanto os humanos drogaditos. No meio desse cú-de-burro, o último robô inteligente, o último humano que sabe ler e a ultima mulher que… bem, cruzou o caminho desses caras, vão aprontar mil e uma confusões na sua telinha. Sério, é um livro massa – e eu não sei como falar mais sobre sem estragar o conteúdo. Procurando na Estante Virtual dá para achar esse e outros livros de Tevis a preços assaz convidativos. E antes que o semestre termine, promete um textinho maior e exclusivo sobre Tevis & sua singular obra.
3) A inteligentsia anda torcendo as ventas para o Sherlock Holmes de Guy Ritchie. Concordo que nunca na história desse país imaginei ver aquele simpático senhor de idade transformado num baixinho entrocado, cheirador e bom de briga – e olhe que nem estou falando do Van Damme, que agora é ator sério. Descontado o lado “McGyver encontra Jackie Chan”, o filme é até simpático. Passa o tempo, diverte e depois ainda sai na urina. Mas se quiserem chacoalhar a piteira na sessão de arte, fiquem a vontade.
4) Tremenda decepção é o incensado Zombieland. Não fosse a piada do Bill Murray tão genial, diria que é um filme ruim. Mas não digo, única e exclusivamente por causa dessa piada, que eu terei a cortesia de não revelar. Na melhor das hipóteses, é sim um filme fraco de lascar. No quesito “comédia de zumbis”, ainda fico com Shaun of the Dead.
5) O Inimigo continua o lento e doloroso processo de resurgir das cinzas. No ar, entrevistão com Pablo Capilé, magnata do coletivo Fora do Eixo, de Cuiabá. Tome um engov antes e vá aqui. Em breve, o listão dos melhores discos da década. Aguarde e confie.
6) Rivers Cuomo, líder daquela que um dia foi minha banda favorita, dia desses confessou (via twitter) a-do-gar tomar banho no banheiro coletivo da academia, em companhia de outros machos nus. Hoje, o homem quer saber: “Why do we like asses?”. Não sei, Rivers. Sinceramente, eu não sei…
7) |m|
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Depois de um merecido recesso (aka estafa criativa), O Inimigo finalmente resurgiu das catacumbas e desovou uma fornada de textos novos.
Entre outros quitutes, tem uma matéria com Rodrigo Lariú, capo do selo carioca Midsummer Madness entrevista com Lê Almeida, o Robert Pollard da Baixada Fluminense; momento mãe Dinah com cinco nomes que podem fazer barulho na Província em 2010; e, por último mas não menos importante, a indefectível listinha de fim de ano.
Faça carreira e vá lá.
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Depois de anos vendo vídeos toscos no YouTube, raramente me ocorre procurar algo que preste de verdade. Nesses dias, talvez motivado pelo relançamento da discografia dos Fab Four em edições bacanudas, me ocorreu procurar algum trecho do mítico “Rooftop Concert” ou o “Rock na Laje” dos Beatles nos telhados da Apple, em 30 de janeiro de 1969. Alguma alma caridosa colocou tudo na net, dividido em três partes.
Parte 1/3: “Get Back”, “Don’t Let Me Down”
Parte 2/3: “I’ve Got A Feeling”, “One After 909″
Parte 3/3: “Dig a Pony”, “Get Back”
Happy Xmas. War is Over. (Frescô!)
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Às vezes o ser humano chega a um ponto em que comprar livros se torna mais prazeroso do que lê-los. Acontece com qualquer um, principalmente depois de sacramentado o vício de frequentar sebos e respirar poeira.
E como tá chegando aí o Natal, com desfile temático da prefeitura e tudo, está dada uma boa desculpa para se presentear com uns calhamaços massa. De preferência naquelas edições fora de catálogo, do arco da velha e fedendo a naftalina. Não é do meu feitio entregar o mapa da mina, mas segue abaixo uma seleção rasteira dos melhores lugares para garimpar bons títulos na internet, numa faixa de preços que cabe dentro do seu salário minguado de bebum.
Lembrando que o primeiro passo ao comprar livros na internet deve ser sempre em direção a Estante Virtual. Os sites listados na sequência são um mero complemento.
Sebo do Messias – www.sebodomessias.com.br
Disparado o melhor. Já tem 40 anos de existência e um acervo a altura da idade. O site é de fácil acesso, seguro e a entrega é bem rápida. Além de livros dá pra garimpar uns discos (CD e Vinil), DVDs e quadrinhos legais. Está com uma promoção de fim de ano que dá 10% de desconto em tudo. Se joga, pintosa!
Garimpados: Bestiário, de Julio Cortázar por R$ 5; A Máquina Extraviada, de José J. Veiga, por R$ 4, A Ilha do Doutor Moreau, de H.G. Wells por R$ 6
USA-Brazil Books - http://loja.usabrazilbooks.com
Pelo nome fresco já dá pra captar qual é a especialidade dos caras. O forte são livros importados em inglês, mas dá para encontrar uns gatos pingados na língua pátria. O melhor é que o grosso do site é a prateleira de ficção científica. Dá para achar desde os basicões (Asimov, Arhtur C. Clarke, Bradbury) até a galera “mardita” (Philip K. Dick, Burroughs, Vonnegut). Os preços são um pouco acima da média dos outros sites, mas no geral compensa pelo bom estado dos livros e pela lindeza das edições.
Garimpado: Cities of the Red Night, de William Burroughs por R$ 20
Livraria Phylos - www.livrariaphylos.com.br
Uma dos sebos on-line mais antigo das interwebs, a Livraria Phylos prima pela organização mas às vezes exagera no sal dos preços. Atenção especial a prateleira de ficção científica: dá pra catar vários do Bradbury fora de catálogo desde os anos 70.
Garimpado: Ubik, de Philip K. Dick por R$ 7
Clique Livros – www.cliquelivros.com.br
Descoberta mais recente, mas nem assim pode ser desprezada. O acervo é bom, mas ainda limitado. A grande vantagem deles é que os livros são extremamente bem conservados. Mesmo as edições antigas parecem ter saído direto de alguma livraria do passado.
Garimpado: Memórias Encontradas Em Uma Banheira, de Stanislaw Lem por R$ 5
|m|.
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Coisas que aleatórias para se pensar enquanto o computador de bordo desativa o sistema de criogenia e você nota que não faz a barba há pelo menos uns vinte anos.

1) Encaremos os fatos: a década está acabando. Quando o vocalista da banda que supostamente iria salvar o rock quando você tinha 15 anos solta uma entrevista bunda dessas, é hora de repensar suas prioridades: continuo com o Marlboro vermelho ou assumo logo que fresquei e passo pro light?
2) E como tudo que é ruim demora a morrer, o Weezer insiste em lançar discos. E eu insisto em não ouvi-los para não macular a memória daquela que um dia foi minha banda favorita. Banda essa, aliás, que nos velhos tempos jamais colocaria um cachorro com as trochas digitalmente removidas na capa de um disco.
3) Deixando as reclamações de lado, siga esse caminho e baixe altos filmes massa: www.setimoprojetor.blogspot.com. Quem é piolho das quebradas “alternatchivas” da cidade, já conhece o endereço pelas recomendações do pessoal do Lado[R] no segundo número do mini-zine E[rr]ado, que eles soltaram durante o Goiamum Audiovisual, há uns dois meses. Como minha internet é uma bosta, sou obrigado a me valer de recursos duvidosos, como aproveitar a internet do trabalho em pleno horário de expediente para poder me refestelar com o acervo do blog. É tudo separado por diretores. Entre outros, vamos ter Cronenberg, Lynch, Dario Argento, Mario Bava, Godard, Mojica e outros. É xuxu beleza.
4) Aos suicidas recomenda-se não olhar para baixo. Mas antes de qualquer atitude drástica, atentem: o Yo La Tengo está em cima do telhado, na Pitchfork TV descendo o braço em quatro músicas do não-menos-que-sensa Popular Songs. Se você estiver com pressa de pular, vá logo em “Here to Fall” e “Nothing to Hide”, que abrem e fecham o set, respectivamente.
5) Resumo pós-Festival DoSol 2009. Discos comprados: zero. Cervejas entornadas: 12 ou mais. Shows vistos de corpo presente: 2, 25. O Inimigo tarda mas não falha. Hugo Morais viu e ouviu tudo e conta como foi essa onda, a quem interessar possa.
6) Não quero parecer repetitivo, mas… a caixinha do Raymond Chandler? Alguém? Adams? Adamovsky? Bueller…? Bueller…?
7) Sem mais, só leia.
8) Parabéns, galado: Neil Young, completando 64 primaveiras é uma boa desculpa para tomar umas gelas. Ou, no caso de liseu sério, ouvir um dos 1.345678 discos do homem no aconchego da sua caverna. Qualquer um vale, até o que ele gravou com o Pearl Jam ou o tal (nefasto, nefasto…) de música eletrônica lá do início dos anos 80. Sério. Mas sempre tendo em mente que o canal era nesses tempos aqui (espere até ele achar a gaita certa):
…you keep me searching for a heart of gold/ and i’m getting old…
9) |m|
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