Coisas que aleatórias para se pensar enquanto o computador de bordo desativa o sistema de criogenia e você nota que não faz a barba há pelo menos uns vinte anos.

1) Encaremos os fatos: a década está acabando. Quando o vocalista da banda que supostamente iria salvar o rock quando você tinha 15 anos solta uma entrevista bunda dessas, é hora de repensar suas prioridades: continuo com o Marlboro vermelho ou assumo logo que fresquei e passo pro light?
2) E como tudo que é ruim demora a morrer, o Weezer insiste em lançar discos. E eu insisto em não ouvi-los para não macular a memória daquela que um dia foi minha banda favorita. Banda essa, aliás, que nos velhos tempos jamais colocaria um cachorro com as trochas digitalmente removidas na capa de um disco.
3) Deixando as reclamações de lado, siga esse caminho e baixe altos filmes massa: www.setimoprojetor.blogspot.com. Quem é piolho das quebradas “alternatchivas” da cidade, já conhece o endereço pelas recomendações do pessoal do Lado[R] no segundo número do mini-zine E[rr]ado, que eles soltaram durante o Goiamum Audiovisual, há uns dois meses. Como minha internet é uma bosta, sou obrigado a me valer de recursos duvidosos, como aproveitar a internet do trabalho em pleno horário de expediente para poder me refestelar com o acervo do blog. É tudo separado por diretores. Entre outros, vamos ter Cronenberg, Lynch, Dario Argento, Mario Bava, Godard, Mojica e outros. É xuxu beleza.
4) Aos suicidas recomenda-se não olhar para baixo. Mas antes de qualquer atitude drástica, atentem: o Yo La Tengo está em cima do telhado, na Pitchfork TV descendo o braço em quatro músicas do não-menos-que-sensa Popular Songs. Se você estiver com pressa de pular, vá logo em “Here to Fall” e “Nothing to Hide”, que abrem e fecham o set, respectivamente.
5) Resumo pós-Festival DoSol 2009. Discos comprados: zero. Cervejas entornadas: 12 ou mais. Shows vistos de corpo presente: 2, 25. O Inimigo tarda mas não falha. Hugo Morais viu e ouviu tudo e conta como foi essa onda, a quem interessar possa.
6) Não quero parecer repetitivo, mas… a caixinha do Raymond Chandler? Alguém? Adams? Adamovsky? Bueller…? Bueller…?
7) Sem mais, só leia.
8) Parabéns, galado: Neil Young, completando 64 primaveiras é uma boa desculpa para tomar umas gelas. Ou, no caso de liseu sério, ouvir um dos 1.345678 discos do homem no aconchego da sua caverna. Qualquer um vale, até o que ele gravou com o Pearl Jam ou o tal (nefasto, nefasto…) de música eletrônica lá do início dos anos 80. Sério. Mas sempre tendo em mente que o canal era nesses tempos aqui (espere até ele achar a gaita certa):
…you keep me searching for a heart of gold/ and i’m getting old…
9) |m|






